Estou afastada da roça do santo…

iemonja

Dofonitinha de Yemanja. 

Motumba…Estou precisando de um conselho,primeiro não quero falar mal da minha roça, ou ilê ou até mesmo do meu pai de santo, Eu me afastei do meu ilê pq não concordava com algumas coisas tipo:cargo antes dos setes anos…a pessoa que herdou o cargo não está apta aquilo ali,tive vários problemas com “essas pessoas que herdaram o cargo” eu me afastei,não somente eu como vários irmãos, eu fiz oque me coração disse,não abandonei Yemanja que ja está dentro de mim ha 4anos,hoje vivo no receio do meu pai de santo desmontar meu santo, pago minha mensalidade mesmo estando afastada..estou passando por varias dificuldades tanto financeira e de saúde e juro detesto ouvir que é culpa do meu santo, até pq fui eu que não cuidei da minha saúde e não administrei meu dinheiro…
Estou errada? Posso estar apanhando? No meu ile prevalece as quizilas,elas não são quebradas como por exemplo eu não como peixe,etc…eu não desrespeitei nada disso… AFF desculpas a falta de pontuação estou extremamente nervosa.

andreiacamargo2

Sacerdotisa Andreia Camargo responde:

Motumba l’asè dofonitinha.

Muitas vezes acontece do vodum, orixá, Nkice do sacerdote dar o cargo a determinado filho da casa ou a um determinado vodúnsi amigo e acontece que muitos desses não terem ainda sete anos pago, isso não é um problema visto que o cargo foi dado pelo sagrado. Não é uma regra ter que ter cargo somente apos sete anos, você pode exercer cargos antes dos sete anos na sua roça se assim o sacerdote através do jogo de búzios ver que o vodum da casa assim indicou. Em outros casos é o próprio sacerdote a escolher, mas creio que hoje muitos sacerdotes estão visando a parte financeira e esquecem do lado espiritual, da essência maior que é a humildade e o amor pelo sacerdócio. Não sei se esse é o caso de seu sacerdote. Dofonitinha você poderia está mais concentrada no seu sagrado, a casa do santo hoje se transformou numa disputa constante, coloque sua concentração no seu sagrado, faça a sua parte você está ali para cultuar seus deuses e não pessoas, muitas vezes afrontar decisões do sacerdote acabam dessa forma em quizilas, quanto o temor de seu sacerdote desfazer seu orixá, lembre-se seu orixá está no seu Tá (cabeça), o ibá é o simbolismo do sagrado, o principal acompanha você, porque eu costumo sempre dizer que cada vodúnsi, omorixa ou muzenza são um ibá em vida. O resto é apenas simbolismo e representatividade do sagrado. Você me pergunta se está apanhando do orixá, eu respondo que você como ser humano ira passar por problemas como todo mundo, o orixá não tem culpa da suas falhas psicológicas e de suas perdas nas suas batalhas cotidiana, o grande problema das pessoas é dar poder a quem não deveria dar, comece a se preocupar com a sua vida e esqueça aquilo que lhe faz mal, você não é obrigada a estar em nenhum lugar se isso lhe faz mal, qualquer coisa que escraviza não serve para ninguém, e lembre-se para onde você for, não de poder a quem lhe faz mal, dentro de uma roça de santo se concentre em cuidar de seu sagrado, faça a sua parte e tenha fé que o resto cuida os voduns, orixás e Nkices eles tem poder para ajeitar tudo na hora certa, quanto a sua parte emocional, não fique nervosa, respire profundo, avalie bem sua decisão de ter se afastado da casa do seu santo, tente conversar com seu sacerdote em particular, caso já tenha feito e não teve uma boa solução, lembre-se você tem o poder total de sua vida, é você quem decide o que é melhor para você e volto a dizer, não se preocupe com outras pessoas, preocupe-se com você mesma, é preciso que você entenda que você está na casa do seu santo para cultua-lo e reverencia-lo, é a seu orixá que você deve dar poder. Comece agradecendo o pouco que você tem, o teto que está lhe cobrindo do frio, a comida que está no seu prato e a sua saúde porque existem doenças e Doenças, se você está andando e consegue se locomover sem ajuda de ninguém então agradeça porque quanto mais você agradece o que tem mais as coisas melhoram. Força minha querida não desanime e pare de chorar suas mágoas e vai a luta porque quanto mais você chora a vida mais a negatividade entra no seu destino, levante seu itá e diga fortemente: “Eu sou uma vitoriosa e minha vida é maravilhosa.” Diga isso com convicção e tudo começara a se transformar para você para melhor.

O Rei Dan é vivo

Dangbe Gbenoi.

 

 

 

Vodum Dan

dada

Dan – É o vodun da riqueza, bastante popular na Religião Fon. É representado por uma serpente que se rasteja e se esconde na terra, mas que ascende ao céu na forma de arco-íris, sendo chamado pelo título completo de Dan Ayidohwedo. Ele é um Ayi-vodun, ainda que possa ser associado aos Ji-vodun, pois diz-se que ele transporta Heviossô até as nuvens para semear as chuvas benfazejas. O culto de Dan é originário da província Mahi, no planalto ao noroeste de Abomei e, de fato, pode ser considerado o Tô-vodun, divindade nacional dos Mahi. No resto do país Fon, os noviços de Dan são chamados por isso de mahinu, e falam o dialeto mahi dentro do convento. No final da iniciação eles são chamados de lali, que têm somente metade da cabeça totalmente raspada ao término do processo de iniciação. O vodun Dan corresponde a uma família completa, onde existem 41 aspectos masculinos e femininos da divindade. Talvez por ser ligado à fertilidade e à riqueza, Dan possui muitos adeptos e iniciados que buscam suas benesses. Não pode ser confundido com Dangbê (Dangbê – É a píton sagrada, cultuada, sobretudo em Uidá, no Benin, onde seu convento principal fica em frente a catedral católica romana). Sua louvação principal é: A Hho bo boy = “Salve o rei cobra” (Hho = rei, bo boy = Dans, serpentes, cobras).
O livro dos deuses vodum

 

Vodum Agbê

Golden sunrise clouds and rising sun above sea , Atlantic Ocean

Vodum Agbê é o Vodun senhor de hu (mar). Está entre os Tô-vodun, cultuado
sobretudo pelos hweda, nas circuvizinhanças de Uidá e Grande Popo, no Benin.
Ele foi o terceiro filho de Mawu, gerado com sua irmã gêmea Naeté. Ele é
representado por uma serpente, um símbolo que representa tudo que é perene.
Um de seus filhos mais temidos é Dan Toxosu, que manifesta sua própria
imagem, nos nascimentos de bebês com deformações físicas, pois os fon
consideram que crianças com deformidades são protegidos por Tohosu ou
Toxosu (lê-se: Torrossu).
O Livro dos Deuses Vodun

Você sabia? Classificação dos voduns.

p6010

Voduns são classificados em:
* Os Ji-vodun , ou “voduns do alto”, chefiados por Sô (forma basilar de Heviossô).
* Os Ayi-vodun , que são os voduns da terra, chefiados por Sakpatá.
* Os Tô-vodun , que são voduns próprios de uma determinada localidade (variados).
* Os Henu-vodun , que são voduns cultuados por certos clãs que se consideram seus descendentes (variados).

O livro dos Deuses vodum

Vocabulário Fongbe – Português Colossal

covervocabulario

Vocabulário Fongbe – Portugues
Colossal
Autor: Andreia Camargo
Sinopse:
Todo conteúdo foi um árduo trabalho de pesquisas em livros e sites de beninenses em língua inglesa, e francesa mais a experiência e vivência da autora do livro como sacerdotisa do vodun. No intuito de enriquecer nossa cultura vodun no Brasil para divulgar e desmistificar o lado negativo que filmes de Hollywood impuseram e divulgaram como bruxaria, dessa forma contra os preconceitos mostrando uma rica e vasta cultura vodun com material acadêmico sem quebrar os tabus nem revelar os segredos iniciatórios do vodun.

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Uma das principais Linguas do candomblé Djedje (Jeje)

Número de páginas: 250

Edição: 1(2016)

ISBN: 978-1541181526

Formato: A5 148×210

Coloração: Preto e branco

Acabamento: Brochura c/ orelha

Tipo de papel: Offset 75g

Aba defe – (abá dêfê) – folhagem.

Abada – (abadá) – Primeiro sacerdote do culto dos Tohossous. Recebeu de Zomadonu o asokwe (chocalho feito com uma cabaça).

Abaman, Agukan, Agunke – Caneca.

Aban – prato.

Aba ɖaxwé –  morte personificada.

Abalo – (abalô) – Nome dado às crianças que nascem com propensão a atrair maus espíritos, que significa “mover os espíritos ruins para longe”.

Abenonu – (abê-nônu) – Maneira como são chamados os Voduns do trovão que habitam as águas oceânicas, pelos adoradores de Hevioso.

Abieé – perdão

Babatemi – (babatemi) – Denominação dada aos homens que têm cargo de sacerdotes (pai de santo) após sua passagem de yao para um grau superior, sete anos após a iniciação. (Jeje Brasil).

Badéno – Sacerdote do vodun Bade

Bagi – quarto

Bakono, Olowo – Sacerdote de Fá

Bakuxé – prato de barro (o mesmo que alguidar)

Benoe – (Benoe) -abença para os filhos do vodun Dan

Bese – (besse) – anfíbio, sapo

Bi – que lança a luz, que deixa a luz fluir

Biava – (biávâ) fatalidade, sorte, sina

Bisalo – (bi-saló) – Louvação ao Vodum Zakar, cuja resposta é “Lo (ló)”.

Gamtim – (gantim) – colheres.

Gan – ferro.

Gan guhi – (gam gurri) – amolar a faca.

Gankuto – (gancútó) – Cargo masculino do culto de akututo (egungum) e rituais fúnebres. Não pode ser dado a um vodunsi.

Gantunto – ferreiros.

Ganvié – pulseira.

Gbadanúdudú – jantar.

Gbadesi – (badéssi) – Pessoas consagradas a Badé.

Gbàkún – cabelo.

Gbêdoto – (bêdôtô) – “O princípio da vida”, se referindo a Mawu.

Gbetofin – albino.

Gbo – cabra.

Gbodopé – bode.

 

 

Fui iniciada no candomblé sem raspar a cabeça.

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Abença mãe Andreia

Sou dofona Célia recolhi sozinha.
Estou com uma grande dúvida e gostaria de pedir sua opinião.
Há seis anos estive com graves problemas de saúde e nenhum medico descobria o que estava acontecendo com meu corpo alguns diziam ser câncer, outros arriscavam em um diagnostico inexato, enfim até que minha mãe católica fervorosa resolveu por amor a sua única filha (eu) pedir ajuda a um pai de santo que por sinal se demonstrou disponível desde o início.
Ele viu que o meu problema era espiritual que a única maneira de me tirar do túnel da doença era através da iniciação dentro do candomblé disse mais que eu não precisaria raspar o cabelo, ele mi iniciaria sem a queda do cabelo dando tudo ao meu vodum sem a necessidade da raspagem, meu pai diz que a raspagem foi inventada pelo motivo de piolhos e por essa razão os antigos raspavam o cabelo dos iniciados, afirmava também que na Africa não existe a necessidade da raspagem, alias a maioria dos filhos dele não são raspados, mas iniciados dentro do candomblé sem a queda do cabelo.
Realmente apos a minha iniciação esses problemas de saúde desapareceram e hoje gozo de plena saúde, sou iniciada para vodum Azonsu.
Minha duvida é que dias atras numa discussão apos um candomblé entrou em debate a questão que quem não era raspado não era feito no candomblé.
Afinal eu posso afirmar que sou iniciada no candomblé ou o que meu pai fez não existe não passa de invenção dele?
Pode se iniciar no candomblé sem raspar?
Sua abença.

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Sacerdotisa Andreia Camargo responde.
Meu pai que lhe abençoe dofona Célia.
O candomblé é uma religião brasileira de matriz africana não podemos comparar com a Africa. Nossa religião nasceu através de muito sofrimento, dor e resistência. No candomblé a iniciação acontece através de várias etapas que ocorrem quando o noviço se encontra em reclusão e dentre essas etapas estão a queda do cabelo para dar início a um novo renascimento, isso tudo faz parte do candomblé se ao prepararmos uma receita de torta faltar algum ingrediente obviamente essa torta estará incompleta. Não tiro o mérito do sucesso da recuperação de sua saúde, mas não podemos inventar modas dentro do candomblé, quando saímos de tangentes que nos foram deixadas pelos nossos ancestrais estamos criando uma nova religião e isso não se pode chamar candomblé.
No candomblé a raspagem é imprescindível para que o noviço seja iniciado, o morrer para renascer é primordial e ninguém nasce cabeludo dentro do candomblé.
Qualquer semelhança sem o conteúdo do sacrifício da reclusão e a queda do cabelo é somente uma criação desastrosa de uma nova religião as margens do candomblé.
Eu costumo dizer que o candomblé é mais que uma religião, é uma escolha de vida um sentimento profundo que nasce na necessidade do respeito e o culto aos nossos antepassados.
O Rei Dan é vivo.
Dangbe Gbenoi.

O que é o Sacerdócio?

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Sacerdote ou Sacerdotisa (do latim Sacerdos – sagrado; e otis – representante, portando “representante do sagrado”)
é uma autoridade ou ministro religioso, habilitado para dirigir ou participar em rituais sagrados de uma religião em particular.

Essa matéria resolvi escrever para você que entrou para o candomblé no intuito de se tornar um sacerdote ou uma sacerdotisa.
No meu tempo esses eram escolhidos pelo sagrado.
O que é um sacerdote ou uma sacerdotisa?
É abrir mão de sua vida mundana, viver de forma reclusa para o profano e dedicar-se diariamente ao sagrado, não existe essa historia que sacerdote ou sacerdotisa tem que ter sua vida privada porque isso não existe, no momento que você se tornou um sacerdote ou uma sacerdotisa você abriu mão de sua vida para viver em auxilio ao próximo e estar sempre a disposição do sagrado. Isso é o verdadeiro sacerdote ou sacerdotisa, temos que ter ética e conscientização que não podemos viver uma vida mundana.
Para quem pensa que ser sacerdote ou sacerdotisa é apenas um título de status e de poder se enganam, o verdadeiro sacerdote é humilde e vive sua vida apenas para o sagrado de preferência em retiro em seus templos sagrados adquirindo sempre forças espirituais para poder ajudar ao seu próximo.
Lugar de pastor é em templos.
Lugar de padre é na igreja.
Lugar de pais e mães de santo é em seus barracões de santo.
Modernismo é bem-vindo quando não atrapalha a essência do sagrado!
Sacerdotisa Andreia de Bessem.


A Roça do Ventura, Zòógódó Bògún Màlé Sɛ̀jáhùnɖé.

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Sou orgulhosa de fazer parte dessa família de alguma forma sendo descendente mi genuflecto perante a todos nossos ancestrais as nossas Gayaku, Ogans, nossos mais velhos e nossos mais novos que vem perpetuando nossa raiz através dos anos sempre injustamente apedrejados com criticas infundadas e desprezos por alguns que fazem parte dessa arvore de alguma forma mesmo sendo uma pequena folha que abrange todo legado Djedje Mahi. Tenho orgulho de ser descendente jamais poderei negar minhas origens, sem minha raiz não existe meu chão e dessa forma temos a obrigação de nos inclinarmos e pedirmos muito obrigado Roça do Ventura gratidão por vocês estarem aí firme com suas raízes fortes e viva. Gratidão a todos que perpetuam nossa fé.
Gratidão aos nossos mais velhos, nossos mais novos, Ogans, Ekedji que contribuem com esse grande milagre que é a Roça do Ventura, Zòógódó Bògún Màlé Sɛ̀jáhùnɖé.

Nenhuma arvore fica em pé sem a sua raiz!

Sou orgulhosa de todos vocês e muito obrigada por vocês continuarem zelando pelo nosso sagrado pela casa do nosso Rei.
Ahoboboi meu Rei Gbesen.

Andreia Camargo

Por que sofremos tanta ingratidão como pais de santo?

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Kolofe Mãe Andreia
Sou zelador de santo tenho casa aberta há muitos anos.
Fiz tudo por um filho de santo, até dividas fiz para tirar esse santo noites de sono perdidas, briguei com o mundo por ele veio pessoas falar mal dele, pai de santo que mi alertaram dizendo que ele era furador de ronco, mas eu não acreditei e no final com apenas nove meses de santo ele abandonou minha casa dizendo que queria um tempo para pensar
quando se sentir pronto voltaria para conversar, escrevo esse email em lágrimas num desabafo que dói muito no coração.
O que fazemos para nos proteger da ingratidão mãe? Choro todas as noites porque é como se perdesse uma parte de mim, um filho meu biológico. Diga-me algumas palavras de conforto oriente minha velha com sua sabedoria.
Seu kolofé.

Sacerdotisa Andreia Camargo responde:
Kolofé meu querido.
O grande problema está simplesmente na palavra “Pai ou mãe” porque um sacerdote ou sacerdotisa não é pai nem mãe dos iniciados, são sacerdotes, mestres de vida, há um grande equivoco e se cria uma grande afeição sentem-se como si fossem pai ou mãe biológicos dos iniciados. Esse é o grande erro, como sacerdotes não devemos nos apegar, sentir que aquele iniciado seja propriedade da casa ou do sacerdote, esse sentimento de posse é errado eles foram encaminhado pelo sagrado para que houvesse esclarecimento e orientação espiritual, mas isso não significa que essas pessoas devam estar ligadas eternamente a seus sacerdotes porque isso se torna uma escravidão espiritual. Não somos mães nem pais de quem nos procura em busca de uma ajuda, somos sacerdotisas e sacerdotes e deixaremos de sofrer a ingratidão quando passarmos a enxergar cada pessoa que nos procura como seres que estão de passagem em nossas vidas, o segredo é desapegar e não criar vínculos fazer a sua parte no espiritual e exercer a sua função de sacerdote, não queira acorrentar ninguém deixe livre e dessa forma essas pessoas se sentirão mais a vontade para permanecer em suas casas espirituais, não imponha a sua verdade a ninguém, cada ser humano nasce livre e deixando-os livre estará fazendo a verdadeira função de um sacerdote que é de orientar, ajudar, aconselhar, mas respeitando o livre arbítrio de cada um até mesmo filhos biológicos abandonam seus pais não poderia ser diferente em relação os chamados filhos de santo. Cada pessoa que passa pela sua vida e que você chama de filho foi encaminhado pelo sagrado para que você fizesse a sua parte como sacerdote, mas ninguém disse que você deveria se endividar, ou fazer grandes sacrifícios por alguém isso foi uma decisão sua, mas no momento que você está jogando ao vento tudo que fez por essa pessoa perde todo mérito da caridade. Desapegue e siga em frente tudo é experiencia e aprendizado, continue ajudando quem precisa sem lamentar-se do que fez caso essas pessoas se afastem de sua vida a sua missão não é ser pai e sim sacerdote é muito importante entender o significado da palavra e distinguir genitor de sacerdote. Seja um guia espiritual, seja uma luz no fim do tunel para quem o procura, um sacerdote e não um pai! So permanece ao teu lado quem o vodum/Orixa/Nkice escolhe.

Ninguém é obrigado a estar ao seu lado a vida toda, mas você pode escolher a quem poderá estar com você por toda vida.