Vocabulário Fongbe – Português Colossal

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Vocabulário Fongbe – Portugues
Colossal
Autor: Andreia Camargo
Sinopse:
Todo conteúdo foi um árduo trabalho de pesquisas em livros e sites de beninenses em língua inglesa, e francesa mais a experiência e vivência da autora do livro como sacerdotisa do vodun. No intuito de enriquecer nossa cultura vodun no Brasil para divulgar e desmistificar o lado negativo que filmes de Hollywood impuseram e divulgaram como bruxaria, dessa forma contra os preconceitos mostrando uma rica e vasta cultura vodun com material acadêmico sem quebrar os tabus nem revelar os segredos iniciatórios do vodun.

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Uma das principais Linguas do candomblé Djedje (Jeje)

Número de páginas: 250

Edição: 1(2016)

ISBN: 978-1541181526

Formato: A5 148×210

Coloração: Preto e branco

Acabamento: Brochura c/ orelha

Tipo de papel: Offset 75g

Aba defe – (abá dêfê) – folhagem.

Abada – (abadá) – Primeiro sacerdote do culto dos Tohossous. Recebeu de Zomadonu o asokwe (chocalho feito com uma cabaça).

Abaman, Agukan, Agunke – Caneca.

Aban – prato.

Aba ɖaxwé –  morte personificada.

Abalo – (abalô) – Nome dado às crianças que nascem com propensão a atrair maus espíritos, que significa “mover os espíritos ruins para longe”.

Abenonu – (abê-nônu) – Maneira como são chamados os Voduns do trovão que habitam as águas oceânicas, pelos adoradores de Hevioso.

Abieé – perdão

Babatemi – (babatemi) – Denominação dada aos homens que têm cargo de sacerdotes (pai de santo) após sua passagem de yao para um grau superior, sete anos após a iniciação. (Jeje Brasil).

Badéno – Sacerdote do vodun Bade

Bagi – quarto

Bakono, Olowo – Sacerdote de Fá

Bakuxé – prato de barro (o mesmo que alguidar)

Benoe – (Benoe) -abença para os filhos do vodun Dan

Bese – (besse) – anfíbio, sapo

Bi – que lança a luz, que deixa a luz fluir

Biava – (biávâ) fatalidade, sorte, sina

Bisalo – (bi-saló) – Louvação ao Vodum Zakar, cuja resposta é “Lo (ló)”.

Gamtim – (gantim) – colheres.

Gan – ferro.

Gan guhi – (gam gurri) – amolar a faca.

Gankuto – (gancútó) – Cargo masculino do culto de akututo (egungum) e rituais fúnebres. Não pode ser dado a um vodunsi.

Gantunto – ferreiros.

Ganvié – pulseira.

Gbadanúdudú – jantar.

Gbadesi – (badéssi) – Pessoas consagradas a Badé.

Gbàkún – cabelo.

Gbêdoto – (bêdôtô) – “O princípio da vida”, se referindo a Mawu.

Gbetofin – albino.

Gbo – cabra.

Gbodopé – bode.

 

 

Fui iniciada no candomblé sem raspar a cabeça.

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Abença mãe Andreia

Sou dofona Célia recolhi sozinha.
Estou com uma grande dúvida e gostaria de pedir sua opinião.
Há seis anos estive com graves problemas de saúde e nenhum medico descobria o que estava acontecendo com meu corpo alguns diziam ser câncer, outros arriscavam em um diagnostico inexato, enfim até que minha mãe católica fervorosa resolveu por amor a sua única filha (eu) pedir ajuda a um pai de santo que por sinal se demonstrou disponível desde o início.
Ele viu que o meu problema era espiritual que a única maneira de me tirar do túnel da doença era através da iniciação dentro do candomblé disse mais que eu não precisaria raspar o cabelo, ele mi iniciaria sem a queda do cabelo dando tudo ao meu vodum sem a necessidade da raspagem, meu pai diz que a raspagem foi inventada pelo motivo de piolhos e por essa razão os antigos raspavam o cabelo dos iniciados, afirmava também que na Africa não existe a necessidade da raspagem, alias a maioria dos filhos dele não são raspados, mas iniciados dentro do candomblé sem a queda do cabelo.
Realmente apos a minha iniciação esses problemas de saúde desapareceram e hoje gozo de plena saúde, sou iniciada para vodum Azonsu.
Minha duvida é que dias atras numa discussão apos um candomblé entrou em debate a questão que quem não era raspado não era feito no candomblé.
Afinal eu posso afirmar que sou iniciada no candomblé ou o que meu pai fez não existe não passa de invenção dele?
Pode se iniciar no candomblé sem raspar?
Sua abença.

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Sacerdotisa Andreia Camargo responde.
Meu pai que lhe abençoe dofona Célia.
O candomblé é uma religião brasileira de matriz africana não podemos comparar com a Africa. Nossa religião nasceu através de muito sofrimento, dor e resistência. No candomblé a iniciação acontece através de várias etapas que ocorrem quando o noviço se encontra em reclusão e dentre essas etapas estão a queda do cabelo para dar início a um novo renascimento, isso tudo faz parte do candomblé se ao prepararmos uma receita de torta faltar algum ingrediente obviamente essa torta estará incompleta. Não tiro o mérito do sucesso da recuperação de sua saúde, mas não podemos inventar modas dentro do candomblé, quando saímos de tangentes que nos foram deixadas pelos nossos ancestrais estamos criando uma nova religião e isso não se pode chamar candomblé.
No candomblé a raspagem é imprescindível para que o noviço seja iniciado, o morrer para renascer é primordial e ninguém nasce cabeludo dentro do candomblé.
Qualquer semelhança sem o conteúdo do sacrifício da reclusão e a queda do cabelo é somente uma criação desastrosa de uma nova religião as margens do candomblé.
Eu costumo dizer que o candomblé é mais que uma religião, é uma escolha de vida um sentimento profundo que nasce na necessidade do respeito e o culto aos nossos antepassados.
O Rei Dan é vivo.
Dangbe Gbenoi.

O que é o Sacerdócio?

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Sacerdote ou Sacerdotisa (do latim Sacerdos – sagrado; e otis – representante, portando “representante do sagrado”)
é uma autoridade ou ministro religioso, habilitado para dirigir ou participar em rituais sagrados de uma religião em particular.

Essa matéria resolvi escrever para você que entrou para o candomblé no intuito de se tornar um sacerdote ou uma sacerdotisa.
No meu tempo esses eram escolhidos pelo sagrado.
O que é um sacerdote ou uma sacerdotisa?
É abrir mão de sua vida mundana, viver de forma reclusa para o profano e dedicar-se diariamente ao sagrado, não existe essa historia que sacerdote ou sacerdotisa tem que ter sua vida privada porque isso não existe, no momento que você se tornou um sacerdote ou uma sacerdotisa você abriu mão de sua vida para viver em auxilio ao próximo e estar sempre a disposição do sagrado. Isso é o verdadeiro sacerdote ou sacerdotisa, temos que ter ética e conscientização que não podemos viver uma vida mundana.
Para quem pensa que ser sacerdote ou sacerdotisa é apenas um título de status e de poder se enganam, o verdadeiro sacerdote é humilde e vive sua vida apenas para o sagrado de preferência em retiro em seus templos sagrados adquirindo sempre forças espirituais para poder ajudar ao seu próximo.
Lugar de pastor é em templos.
Lugar de padre é na igreja.
Lugar de pais e mães de santo é em seus barracões de santo.
Modernismo é bem-vindo quando não atrapalha a essência do sagrado!
Sacerdotisa Andreia de Bessem.


A Roça do Ventura, Zòógódó Bògún Màlé Sɛ̀jáhùnɖé.

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Sou orgulhosa de fazer parte dessa família de alguma forma sendo descendente mi genuflecto perante a todos nossos ancestrais as nossas Gayaku, Ogans, nossos mais velhos e nossos mais novos que vem perpetuando nossa raiz através dos anos sempre injustamente apedrejados com criticas infundadas e desprezos por alguns que fazem parte dessa arvore de alguma forma mesmo sendo uma pequena folha que abrange todo legado Djedje Mahi. Tenho orgulho de ser descendente jamais poderei negar minhas origens, sem minha raiz não existe meu chão e dessa forma temos a obrigação de nos inclinarmos e pedirmos muito obrigado Roça do Ventura gratidão por vocês estarem aí firme com suas raízes fortes e viva. Gratidão a todos que perpetuam nossa fé.
Gratidão aos nossos mais velhos, nossos mais novos, Ogans, Ekedji que contribuem com esse grande milagre que é a Roça do Ventura, Zòógódó Bògún Màlé Sɛ̀jáhùnɖé.

Nenhuma arvore fica em pé sem a sua raiz!

Sou orgulhosa de todos vocês e muito obrigada por vocês continuarem zelando pelo nosso sagrado pela casa do nosso Rei.
Ahoboboi meu Rei Gbesen.

Andreia Camargo

Por que sofremos tanta ingratidão como pais de santo?

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Kolofe Mãe Andreia
Sou zelador de santo tenho casa aberta há muitos anos.
Fiz tudo por um filho de santo, até dividas fiz para tirar esse santo noites de sono perdidas, briguei com o mundo por ele veio pessoas falar mal dele, pai de santo que mi alertaram dizendo que ele era furador de ronco, mas eu não acreditei e no final com apenas nove meses de santo ele abandonou minha casa dizendo que queria um tempo para pensar
quando se sentir pronto voltaria para conversar, escrevo esse email em lágrimas num desabafo que dói muito no coração.
O que fazemos para nos proteger da ingratidão mãe? Choro todas as noites porque é como se perdesse uma parte de mim, um filho meu biológico. Diga-me algumas palavras de conforto oriente minha velha com sua sabedoria.
Seu kolofé.

Sacerdotisa Andreia Camargo responde:
Kolofé meu querido.
O grande problema está simplesmente na palavra “Pai ou mãe” porque um sacerdote ou sacerdotisa não é pai nem mãe dos iniciados, são sacerdotes, mestres de vida, há um grande equivoco e se cria uma grande afeição sentem-se como si fossem pai ou mãe biológicos dos iniciados. Esse é o grande erro, como sacerdotes não devemos nos apegar, sentir que aquele iniciado seja propriedade da casa ou do sacerdote, esse sentimento de posse é errado eles foram encaminhado pelo sagrado para que houvesse esclarecimento e orientação espiritual, mas isso não significa que essas pessoas devam estar ligadas eternamente a seus sacerdotes porque isso se torna uma escravidão espiritual. Não somos mães nem pais de quem nos procura em busca de uma ajuda, somos sacerdotisas e sacerdotes e deixaremos de sofrer a ingratidão quando passarmos a enxergar cada pessoa que nos procura como seres que estão de passagem em nossas vidas, o segredo é desapegar e não criar vínculos fazer a sua parte no espiritual e exercer a sua função de sacerdote, não queira acorrentar ninguém deixe livre e dessa forma essas pessoas se sentirão mais a vontade para permanecer em suas casas espirituais, não imponha a sua verdade a ninguém, cada ser humano nasce livre e deixando-os livre estará fazendo a verdadeira função de um sacerdote que é de orientar, ajudar, aconselhar, mas respeitando o livre arbítrio de cada um até mesmo filhos biológicos abandonam seus pais não poderia ser diferente em relação os chamados filhos de santo. Cada pessoa que passa pela sua vida e que você chama de filho foi encaminhado pelo sagrado para que você fizesse a sua parte como sacerdote, mas ninguém disse que você deveria se endividar, ou fazer grandes sacrifícios por alguém isso foi uma decisão sua, mas no momento que você está jogando ao vento tudo que fez por essa pessoa perde todo mérito da caridade. Desapegue e siga em frente tudo é experiencia e aprendizado, continue ajudando quem precisa sem lamentar-se do que fez caso essas pessoas se afastem de sua vida a sua missão não é ser pai e sim sacerdote é muito importante entender o significado da palavra e distinguir genitor de sacerdote. Seja um guia espiritual, seja uma luz no fim do tunel para quem o procura, um sacerdote e não um pai! So permanece ao teu lado quem o vodum/Orixa/Nkice escolhe.

Ninguém é obrigado a estar ao seu lado a vida toda, mas você pode escolher a quem poderá estar com você por toda vida.


O desperdício excessivo nos ebós.

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O por que no Brasil esse desperdício excessivo de alimentos em ebós e sacríficos em exageros?
Por que os kutoto (egun) no Brasil querem comer em excesso nos ebós?
Por que “alguns” sacerdotes ou sacerdotisas pedem listas exageradas de alimentos para ebós?
A mente humana cria ilusões e dessa criação o subconsciente ativa o consciente para crer na falácia que expeli ao indivíduo.
Muitas pessoas são portadoras de problemas psíquicos graves, infelizmente muitas delas estão em cargos religiosos, politica ou até mesmo com acessos a pessoas frágeis e ingênuas que para suportarem a dor que são vitimas aceitam em acreditar no inacreditável.
Sabemos que esses ebós que se fazem no Brasil não existira jamais na Africa, o berço dos nossos deuses, por vários motivos e razões que somos conscientes a grande miséria que assola o continente Africano e a convicção que nossos deuses não querem ver desperdiçarem alimentos com muitos humanos morrendo com a falta do mesmo.
Penso que cada sacerdote ou sacerdotisa devem terem a consciência de exterminar essa pratica “excessiva” de sacrifícios de animais muitas vezes desnecessária quando esse deve ser feito apenas quando o “ritual exige” e o excesso de comidas que jogam fora nos ebós, isso não faz parte do divino isso é invenção de mentes humana. Podemos resolver muitos problemas com algumas folhas e algumas bolas de inhame ou até mesmo com uma papinha de farinha podemos mover montanhas.
Não acreditem que a quantidade de comida que se passa no corpo de um ahè (abian) ou de um cliente fará expulsar o kutoto (egun) do corpo do mesmo, não se enganem com a quantidade, mas fixem na qualidade, nas favas nas folhas e numa melhor compreensão para haver alàfia.


Os Oduns e seus mistérios

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Segredos do candomblé

Authored by Andreia Camargo

Os mistérios do jogo do Odun e suas caidas.
Curiosidades.
As setes arvores sagradas.
Reza para Olorun.
Os dezesseis Esu.

Publication Date: gen 23 2017
ISBN/EAN13: 1542709334 / 9781542709330
Page Count: 112

Binding Type: US Trade
Paper
Trim Size: 6″ x 9″

Language: Portuguese

Color: Black and White

Related Categories: Religion / Cults

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App ajuda a descobrir nome de plantas através de uma foto

Quem trabalha com jardinagem, botânica ou simplesmente é apaixonado por plantas já deve ter passado por essa situação antes: você vê alguma flor diferente e fica morrendo de curiosidade de descobrir qual é. Seja qual for a intenção, nem sempre é fácil achar esse tipo de informação, mas um aplicativo promete dar uma ajudinha nesta tarefa.
Conhecido como Pla@ntNet, o app funciona através de um sistema de informações colaborativo, capaz de identificar diversas espécies de plantas. O projeto busca facilitar o acesso à informação, disponibilizando a tecnologia de reconhecimento através de um aplicativo para smartphones disponível para usuários dos sistemas iOS e Android. Com apenas alguns cliques, é possível descobrir o nome das plantas que você desejar.

Créditos Hypeness

Vejam o video do youtube como funciona: