candomble

Não se pode falar de nação pura se na matriz (Africa) eles não pensam dessa maneira, onde existe emigração fronteiristas não podemos jamais pensar em um culto puro sem a contaminação (no bom sentido) de outras culturas. Se na Nigéria se chama Oxalá (Osaala) na fronteira com o Benin ele é cultuado como Olissa, como Oya é considerada uma Aveji-Da ( as voduns guerreiras). Falando com uma sacerdotisa do Benin sobre Xangô e Sogbo, errado ou nao ela tem a visão de Sogbo como um Xangô dos nigerianos. Errado ou certo devemos entender que os deuses imigraram junto com seus povos e cada povo da o nome de seu deus com a sua língua de origem. Perdemos a vida a nos preocupar em mostrar as pessoas que estamos na razão, quando a razão está na fé de cada pessoa. Nenhuma casa de Jeje pode se colocar na posição de purismo quando na sua casa hospeda orixás e quem é de Ketu hospeda voduns. Em poucas palavras a contaminação cultural e linguística é natural quando falamos de países onde esses povos imigraram no passado e continuam emigrando por vários motivos sociais, junto com eles emigram seus deuses, sua cultura. Infelizmente ainda ouviremos pessoas dizerem por ignorância ou preconceito: _”Sua casa é Jeje, por que você toca Ketu?” O importante não está no que você toca, mas na fé que você exprime!
Chegamos a conclusão que não devemos criticar o sacerdote que toca ketu e Jeje dentro de suas casas, devemos nos preocupar em continuar a cultuar nossos deuses sem preconceitos e respeitar cada casa que cultua seus ancestrais. Alguns sacerdotes no Brasil ainda se colocam na posição de ter a sua verdade absoluta, mas a única verdade absoluta é que todos um dia seremos abraçados por Ayzan.

Essa não é minha verdade absoluta, mas reflexões, pensamentos e estudos sobre uma cultura.

Andreia Camargo

O Rei Dan é vivo!
Dangbe Gbenoi.


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