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Adjahuto é o fundador das dinastias reais de Allada, Abomé e Porto-Novo.

Existem diversas lendas a seu respeito. Todas elas coincidem ao situar a origem de Adjahuto em Tado, próximo ao rio Mono. Quase todas atribuem-lhe igualmente parentesco com uma pantera chamada Agusu. Em algumas dessas lendas é uma pantera macho que teria tido relações amorosas com a mulher do rei de Tado; em outras, foi o rei de Tado quem teria desposado uma fêmea de pantera, metamorfoseada em mulher. Nos dois casos, o fruto dessas uniões teria sido o futuro Adjahuto. Ele assumiu esse nome, que significa o matador de Adja, por ter dado a morte a um de seus irmãos, durante uma briga pela sucessão ao trono de Tado. Obrigado a fugir, ele foi fixar-se em Allada com seus partidários.

Algumas gerações mais tarde, no século XVII, ocorreu uma cisão entre seus descendentes. Um deles, Dako Donu, foi fundar o reino de Abomé, um outro, Te Agbanlin, o de PortoNovo, e o terceiro permaneceu em Allada.

Todos os anos realizam-se cerimônias pelos descendentes do rei de Allada. O rei de Porto-Novo e a família dos antigos reis de Abomé enviam representantes para honrar a memória do antepassado comum.

O túmulo de Adjahuto, está em uma floresta bem perto de Togudo, onde se encontra o palácio dos antigos reis de Allada.

Os asen do fundador da dinastia são fincados no chão, diante do seu túmulo. As sacerdotisas de Adjahuto vão procurar água no riacho sagrado Sodji. As cerimônias realizam-se na mesma maneira que a dos Tọhosu, descritas adiante, porém com maior sobriedade.

O ritual instituído pela adoração e pelas oferendas a Adjahuto serviu de modelo ao ritual seguido para as cerimônias dos reis e dos membros das famílias reais descendentes do filho da pantera, vindo de Tado.

No Brasil, o nome Adjahuto é conhecido na Bahia, em certos terreiros Djèjè, em São Luís do Maranhão prestam-lhe culto na Casa das Minas. Seu nome é citado por Nunes Pereira e ele assinala: “Existe o vodun Ajauto, que jamais se abaixa, pois, embora velho, ainda se considera poderoso e indomável.” Os membros do terreiro da Casa Grande saúdam-no assim: “Ajauto ja la da na!”.

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