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INICIA~1

Podemos classificar os Voduns como:
Interétnico – Voduns associados à natureza: JiVodum,AyiVodum e ToVodum.
Interétnico – Voduns associados às histórias místicas:Leba e Gu.
Étnico-AkoVodum – Os Voduns ancestrais divinizados: Toxwyo,Agasu e outros.
GoroVodum – São Voduns mais modernos cultuados principalmente em Ghana. Eles protegem contra feitiçarias:Kokun,o Vodum das forças misteriosas e violentas é um deles.

Após estas investigações, parece ser importante uma pergunta: Então o que é
Vodum exatamente?
Pode ser dito que Vodum constitui uma classe especial de criaturas de Mawu,
vivendo entre os homens. Ele está acima da humanidade,mas não é “Deus”. As expressões Fon definem: “Vodum gongon, Vodum d’ablu” (Vodum é mistério, Vodum é segredo) É por isso que Mgr. Robert Sastre disse: “devemos nos referir ao contexto social e cultural que invoca Vodum a fim de aprender o que realmente é Vodum”. Dentro do que foi dito acima, surgem algumas questões: Quais as práticas ou implicações que ilustram suas manifestações? Vodum pode ser assimilado como fetichismo ou até mesmo naturalismo? Que relação estabelece entre o indivíduo
iniciado em seu culto e o seu todo cósmico, social e ambiente espiritual?
Estes podem ser naturalismo, fetichismo, expressões e manifestações animistas, mas a visão básica é o argumento do naturalismo e fetichismo Vodum ligado a alguns epifenômenos em sua prática. Vodum está relacionado a diversos elementos do universo e a objetos materiais nos cultos de devoção,onde são retratados e sacrifícios lhes são oferecidos (montículos de terra,barras de metais,árvores,pedras etc) Isso nos impele a outras perguntas:Vodum é uma pessoa?Ele está no mesmo patamar que o homem?Ou está acima ou abaixo dele? A resposta a estas questões podia ser aquela em que Vodum é a estrutura ética e religiosa que estabelece uma sociedade,mas esta seria uma visão limitada de Vodum. Certas pessoas erroneamente igualam Vodum a Fetiche. Realmente, alguns vêem o culto do Vodum como uma idolatria primitiva de objetos materiais ou
como um culto de matéria,sem se importarem com sua rica funcionalidade. Alem disso, convém notar que estas visões erradas devem-se às abordagen etnológicas do fenômeno de Vodum que se abstém à sua função apenas física, cósmica e social na mediação religiosa. É verdade que“Me we no ylo do Vodu b’e non nyin Vodu”(não é porque o homem o chama Vodum que é Vodum) mas por ver nele forças geradas pela interação complexa de sentido, intenções,gestos e palavras ditas. Está além de uma questão de suporte antropológico o qual coloca Vodum num sistema simbólico onde deve ser a sua performance a mediação necessária do físico e,em sendo assim,da matéria em geral. Deste modo seria mais correto traduzir“Me we no ylo do Vodu b’e non nyin Vodu” como: Uma atitude pessoal de identificação e aceitação do sagrado com o símbolo. Vodum evoca o mistério e tudo que se refere ao divino. Desta maneira, a suspeita é retirada pelo menos no que diz respeito à essência ainda que permaneça nas manifestações um tanto que desviadas do fenômeno Vodum.E a globalização das relações de que Vodum é um símbolo é ainda uma outra prova disto. A palavra“Gbe”que significa“a vida” significa igualmente “O Universo” E é este segundo significado que focalizamos aqui.O universo criado no seu desenvolvimento cósmico não é estranho ao desenvolvimento de Vodum. Nas expressões concretas do universo há um Vodum da terra (Sakpata) um Vodum do céu (Xevioso)um Vodum da águas(Agbe)e Voduns que representam os antepassados (Toxwyo) como vimos. Na verdade, todos os elementos do universo são implicados no fenômeno Vodum. Não é o que a mentalidade da imaginação do sul do Benin concebe de uma cosmogênese de Vodum: Vodum não é o gerador nem o criador do universo, mas seu elo com tudo da natureza,é uma mediação e a proteção do homem. Com efeito,a sua relação com“Gbe”encontra apenas o seu significado pela sua relação com o“Gbeto”(o homem).

nota: Os mitos daomeanos (vodun) eram mais antigos que os nagôs, yorubas
(vinham de uma cultura ancestral que se mostra anterior à descoberta do fogo). Tentou-se, então, acertar essa cronologia com a colocação de nanã e o nascimento de seus filhos, como fatos anteriores ao encontro de Oxalá e Iemanjá.

Caso copie o texto dê créditos ao blog:

 Sacerdotisa Andreia Camargo Entrelinhas ( http://www.andreiacamargo.wordpress.com )

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